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5 frases para evitar na hora de pedir um aumento ao chefe

Profissional deve ter bons argumentos para justificar o pedido de aumento.
Segundo especialista, até o dia da semana pode impactar a conversa.

O momento de pedir um aumento de salário costuma gerar tensão tanto entre chefes quanto entre empregados. Se por um lado os chefes penam para encontrar a melhor forma de responder a uma proposta como essa, por outro o funcionário sempre acaba sem encontrar a abordagem ideal para conseguir aquele ajustezinho no contracheque.

A situação é delicada e não há uma fórmula de como pedir um aumento e ser bem sucedido. Sua melhor ferramenta é sempre a observação e o bom senso. Dificilmente um profissional vai tranquilo para uma conversa com esse tema.

De saída, Gustavo Boog, consultor de recursos humanos e diretor da Boog & Associados, faz questão de lembrar que a carreira é sempre uma responsabilidade pessoal e não institucional. “Você que faz sua trajetória”, diz. Pedir um aumento também é uma forma de exercitar o marketing pessoal feito da maneira correta, sem exageros e incômodos. “O indivíduo absolutamente calado não se expõe, mas nunca vai conseguir um aumento. Principalmente porque não sabe expor seu desempenho”, ressalta Boog.

Já que não dá para montar a fórmula perfeita, é possível identificar quais erros são os mais frequentes e batalhar para não escorregar nos mesmos lugares. Confira 12 frases que você deve evitar na hora de pedir o aumento.

1. “Porque eu acho que mereço.”

Como diz Boog, “só no dicionário o sucesso vem antes do trabalho”. Por isso, não vá bater na porta do seu chefe sem uma lista de iniciativas bem sucedidas na trajetória da sua empresa. O conselho de Virardi é organizar os motivos que fazem você pensar que merece um aumento. “O mais importante é destacar como seu trabalho foi importante para o desenvolvimento da empresa.”

No entanto, lembre-se de não criar uma emboscada para o seu chefe. “Não faça o pedido naquele momento em que você foi elogiado ou concluiu bem alguma tarefa. Você corre o risco de ser tachado de oportunista”, alerta o coach Alexandre Prado, da Núcleo Expansão, no Rio de Janeiro (RJ).

2. “Sabe como é, minha mulher está grávida…”

“Fuja desses apelos emocionais”, afirma Boog. Os motivos do seu merecimento têm de ser profissionais e devem estar centrados exclusivamente no que você agregou como profissional.

3. “Eu já entrei com o salário defasado.”

Por mais que seja verdade, você precisa estar ciente de que aceitou o salário defasado quando disse sim ao novo emprego. “Usar este argumento poderá passar a impressão que você não soube negociar, não estava atento ao mercado’, diz Prado.

4. “Sei que está ocupado, mas queria conversar…”

Prado também sugere evitar os momentos tumultuados. Se o chefe estiver tenso ou atrapalhado com muitas atividades, deixe a conversa para outro di a. “Evite falar com o chefe quando ele estiver ocupado, tenso ou claramente não disposto a prestar atenção”, afirma.

5. “Eu mereço ganhar, no mínimo, o mesmo que o fulano.”

Nem pense em se comparar com os colegas na hora de fazer o pedido. Além de criar um clima desfavorável, você pode acabar gerando uma argumentação contra você. Já pensou se o seu chefe resolve lembrar de todas as habilidades que o fulano tem e que te faltam?

 

Como conseguir um emprego temporário de fim de ano

Muito mais que uma graninha extra, o emprego temporário de fim de ano pode ser até uma experiência interessante para o currículo

Se antes o emprego temporário era uma alternativa de ganhar um extra no final do ano, hoje, mais do que nunca, as pessoas estão encarando essa opção como uma luz no fim do túnel. Afinal, 2015 não foi um ano fácil para os brasileiros, indo muito além do dólar acima de 4 reais e seus memes. O índice de desemprego ultrapassou os 8% neste ano, correspondendo a mais de 8 milhões de pessoas sem emprego formal. Assim, a esperança para quem busca o chamado emprego de final de ano é de ser efetivado e conseguir alguma estabilidade financeira.

Não peça emprego, ofereça vantagens

Com muitas pessoas interessadas em voltar ao mercado de trabalho, a concorrência em torno da vaga temporária cresceu consideravelmente. Logo, é preciso encontrar um meio de se destacar, pois se antes o empregador não exigia muitos requisitos para a vaga, hoje ele tem vários interessados e vai poder escolher baseado na qualidade do que é oferecido.
“O candidato deve mostrar interesse real na tarefa que vai executar, mesmo que não seja da sua área. É preciso oferecer seus talentos, mostrando como eles podem ser utilizados na função ofertada. Se existe um conselho que eu posso dar para quem busca um emprego temporário hoje é: não peça emprego, ofereça vantagens”, ensina o coach de carreira Bob Floriano.

Venda-se

Pode prestar atenção: muitas das vagas para emprego temporário são para a área de vendas. Assim, antes de vender qualquer coisa, é preciso saber vender seu currículo e seus talentos para conquistar um espaço no mercado de trabalho. Ressalte suas qualidades, como o trato com as pessoas ou a facilidade com contas e manipulação de caixa, por exemplo. Certamente você já tem algumas dessas experiências, mas nunca pensou em como explora-las a seu favor.
Lembre-se: você estará concorrendo com pessoas tão dispostas e engajadas quanto você. Então é melhor fazer a sua parte.

Pode colocar no currículo, sim!

Melhor do que ter um lapso de tempo sem fazer nada no seu currículo, é ter um emprego temporário. Mesmo que ele não seja na sua área de interesse, dificilmente você passou pela experiência sem aprender nada. Basta tentar enxergar como esse aprenzidado pode ser agregado à sua área de interesse e – novamente – vendê-lo na próxima entrevista de emprego.
“Normalmente as pessoas não colocam o emprego temporário no currículo porque acham que deprecia. Mas se a pessoa coloca como alternativa de oportunidade, isso é um diferencial. Inclusive porque todo mundo vende tudo o tempo todo – até mesmo o próprio currículo”, sugere Floriano.

Freelancer é o novo temporário

Apesar da área comercial ainda ser a maior fomentadora de vagas temporárias, muitas empresas dos mais diversos segmentos estão dando valor para o trabalho de freelancer. “O trabalho freelancer hoje é um novo tipo de serviço temporário, além das vendas, pois antigamente as pessoas só pensavam nela”, diz Andrea. “O emprego formal está, cada dia mais, extinguindo-se. O temporário tem um gás que quem está ali todos os dias não tem sempre.”

Por isso, saiba que hoje é possível pensar – e buscar – o emprego temporário fora da área de vendas, já que é uma realidade cada dia mais gritante.

Está infeliz no trabalho? Veja 5 sinais de que é hora de mudar de emprego

Especialistas recomendam que profissionais pensem em plano de carreira e objetivos no futuro, além do momento econômico do país.

m um cenário de crise econômica, a cautela tomou conta dos trabalhadores. Muitos desistiram de fazer mudanças radicais na carreira à espera de um cenário mais favorável. Com a crise se arrastando e muitas incertezas sobre quando a economia vai voltar a crescer, uma das principais questões para esses trabalhadores é se vale a pena arriscar e mudar de emprego em 2017.

O desemprego ainda está longe de trazer um alívio è economia. A taxa continua a crescer e 12,3 milhões de brasileiros encerraram 2016 desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dessa forma, será que é hora de mudar de emprego? Segundo especialistas ouvidos pelo G1, os profissionais devem levar em conta seu plano de carreira, objetivos e como a mudança de emprego ou área pode impactar a sua vida pessoal, além de considerar o momento econômico do país.

Segundo Gustavo Parise, diretor executivo da Korn Ferry Futurestep, o ano de 2016 foi marcado pela instabilidade política e econômica, que afetou as oportunidades no mercado de trabalho, impactando as decisões dos profissionais. “Quem deseja fazer uma movimentação, mas não está sendo procurado pelas empresas, fica reticente com a mudança porque prefere ter menos riscos. Toda mudança gera um risco, independente da natureza da profissão, empresa ou salário”.

Os especialistas afirmam que o mercado de trabalho já começou mais movimentado em 2017 por causa das vagas que ficaram “represadas” no ano passado e começaram a aparecer agora. “Muitas empresas estão se planejando e reiniciando projetos que antes estavam parados. O ano continuará com contratações mais criteriosas e seletivas, com as companhias precisando cada vez mais de profissionais de alta performance e comprometidos”, afirma Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half.

Além do cenário econômico, o profissional deve avaliar a oportunidade de emprego de maneira ampla para chegar a uma decisão. Plano de carreira, desafios, remuneração, benefícios e perspectivas de crescimento estão entre os fatores que devem fazer parte da avaliação.

Para Ricardo Rocha, diretor da Michael Page, o salário não deve ser o fator mais importante para a troca. “Mas não adianta mudar para um setor que está em dificuldade, decrescendo. Isso não vai fazer bem para a carreira”, afirma.

“Não é sempre que vale a pena trocar de emprego. Toda decisão deve ser muito bem avaliada, pensando em quais serão os impactos na vida pessoal e profissional”, afirma Parise.

Os especialistas listaram o que os profissionais devem avaliar na hora de mudar de emprego. Veja abaixo:

1) Plano de carreira

Todos os especialistas afirmaram que um dos principais fatores para trocar de emprego deve ser uma reflexão se essa movimentação faz sentido para a carreira. Ou seja, avaliar quais benefícios ela trará para o profissional no longo prazo.

Ricardo Rocha, diretor na Michael Page, lembra que de 2011 a 2014 foi comum ver movimentações apenas por crescimento de cargos e salários. “No longo prazo, isso não pode ser tão bom. É importante entender o que leva a mudança”.

Segundo Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half, outro fator para se colocar na balança é de que experiências curtas no currículo podem deixar futuros recrutadores em dúvida sobre o comprometimento do profissional. Assim, é necessário que a mudança realmente reflita um movimento de carreira que faça sentido.

2) Motivação

Segundo Gustavo Parise, diretor executivo da Korn Ferry Futurestep, o profissional tem que saber claramente qual é a sua motivação para a mudança de emprego ou carreira. “O direcionador motivacional tem que ser mais baseado no desafio que vem pela frente e nas oportunidades de crescimento”. Ele ressalta que o dinheiro não deve ser o motivo principal para uma mudança.

Objetivo profissional, perspectivas para o futuro, desafios, escopo do trabalho, oportunidades para aprendizado e crescimento, salário, localização e benefícios estão entre os fatores que devem entrar na conta na hora de decidir ser vale ou não mudar de emprego ou carreira.

3) Vagas represadas devem ser lançadas

As incertezas econômicas de 2016 afetaram o mercado de trabalho e frearam as contratações, mas segundo os especialistas ouvidos pelo G1, muitas empresas que deixaram projetos engavetados no ano passado devem voltar a contratar em 2017. Isso pode ser uma oportunidade para os profissionais que procuram emprego.

“Aos poucos a economia começa a dar sinais de recuperação, refletindo também no reaquecimento das contratações. A tendência é que o setor de vendas, por exemplo, seja o primeiro a sentir a melhora, sendo ele um dos meios para a garantia da continuidade e expansão dos negócios. Tecnologia, finanças e engenharia são outros setores que também estão em alta”, afirma Mantovani.

4) Identificação com a cultura da empresa

O salário e os benefícios não devem ser os únicos fatores considerados na hora de trocar de emprego ou de área. Identificação com a empresa e com sua cultura, escopo do trabalho e da função, desafios e planejamento de carreira devem ser levados em conta na hora da avaliação.

“É importante ter em mente que a avaliação de uma oferta de trabalho não deve se resumir à questão financeira”, diz Mantovani.

“Não ter recebido bônus ou aumento salarial não deve ser o direcionador para mudar de trabalho. Esse é um perigo que muitos acabam acreditando por causa de um resultado negativo”, afirma Parise.

5) Perspectivas para a empresa

Segundo Rocha, é muito importante que o profissional entenda o momento do setor e da empresa em que deseja trabalhar. “É importante fazer uma pesquisa para saber como a empresa está, assim como ela faz com o candidato. Isso conta muito na hora da escolha e também na entrevista, pois mostra interesse em entender o negócio”.

Muitas empresas passam por dificuldades financeiras e têm condições limitadas de desenvolver novos talentos e oferecer oportunidades profissionais.

“O ideal é o profissional avaliar se a companhia na qual deseja ingressar oferece um projeto sustentável para a sua carreira, se há compatibilidade com o que ele busca e se há perspectivas de crescimento do negócio”, afirma Mantovani.

Fonte: G1

Como fazer um bom currículo

Especialistas em recrutamento dão dicas para preencher o CV perfeito e ensinam o que não fazer na hora de se candidatar ao emprego

Fazer um bom currículo é importante porque o documento serve como apresentação do profissional. De acordo com a diretora de gestão de carreira da consultoria Right Management, Telma Guido, o candidato precisa de cuidado e tempo para pensar sobre ele e elaborá-lo. “É um documento que chega antes da pessoa. É um cartão de visita e precisa de dedicação”, avalia. Sob essa lógica, por exemplo, os erros de português são imperdoáveis.

Conteúdo

Ter o objetivo de se apresentar sem ser cansativo – e sempre com informações verdadeiras – é o norte para criar o documento, segundo o diretor da Hays Response Luís Fernando Martins. “No início, basta um resumo sobre a sua carreira. Um ou dois parágrafos, no máximo, a respeito de sua trajetória profissional e um destaque na vida pessoal, como: ‘casado, com filho, nascido em tal data, carreira iniciada em tal lugar’”, explica. Desse modo, usar muitos recursos gráficos e itens muito chamativos deve ser evitado. Ser sucinto é uma boa opção. “É possível que o candidato utilize palavras-chave, quatro páginas são o suficiente”, indica.

O diretor executivo da Michael Page Brasil, Ricardo Basaglia, acrescenta que a função do currículo é fazer com que a empresa tenha interesse pelo profissional. “Não se consegue colocar tudo o que se pode falar numa entrevista. É preciso apenas escrever o básico, para que seja convocado para ela”, exemplifica.

Outra prática que também ajuda a somar pontos é contar um pouco sobre o lado pessoal, pois os recrutadores querem conhecer a personalidade do candidato. Atletas, por exemplo, são bem quistos pelas empresas. “Pode ser bacana saber que o candidato é um ‘cicloturista’. Um recrutador que analisa o currículo de alguém que pedalou 1.500 quilômetros em 15 dias, por exemplo, começa a imaginar se ele esteve em uma região inóspita, pelo quê ele passou, e isso gera assunto para a conversa na entrevista no RH”, conta Martins. Praticar esportes também é bem visto pelas qualidades que a prática acrescenta à pessoa. “Quem tem esse perfil [de atleta], passa pelas frustrações do mundo corporativo de maneira mais agradável”, compara.

Estrutura

De acordo com Telma, a estrutura básica currículo precisa trazer a identificação de quem é o candidato (com nome completo, por se tratar de um documento) e como o mercado pode encontrá-lo. Em seguida, é fundamental que o candidato coloque o que ele está buscando, e sua área de atuação. Essa descrição deve começar de uma forma mais genérica, para ser detalhada em seguida. “Em primeiro lugar, por exemplo, área financeira, recursos humanos. Depois vem o objetivo, como gerente de recursos humanos, coordenador, diretor ou CEO”, exemplifica.

Ter foto, em geral, não é indispensável para que o currículo seja considerado como bom. “A menos que o profissional seja um modelo ou esteja se candidatando para um papel como ator ou atriz” explica Basaglia.

Experiência

Na hora de listar as experiências profissionais, Basaglia indica que o candidato comece pela mais recente até chegar nas mais antigas, descrevendo os nomes das empresas em que trabalhou, os cargos que ocupou, e o período em cada um deles.

Um ponto bastante esquecido e que faz bastante diferença é listar as realizações e resultados alcançados. “É fundamental que o candidato coloque o que ele entregou naquele cargo e naquele tempo, no que fez diferença para aquela empresa, o que existia que ela melhorou, o que não existia que ela criou”, diz Telma.

Quanto à formação acadêmica, vale a pena usar só as informações mais relevantes, lembrando sempre de colocar o nome da instituição onde se formou, bem como os períodos dos estudos. “Qualquer viagem de aprendizado, atividade voluntária: seja na empresa jovem da universidade, na associação atlética ou no diretório acadêmico, ou participação em uma ONG. Isso mostra traços de atitude e liderança”, ressalta Basaglia.

Por fim, para escrever um bom currículo, é preciso fazer um exercício de autoconhecimento. O profissional deve refletir quais características devem ser destacadas em seu benefício. Dessa forma, ele saberá vender bem seu peixe. “Só deve se tomar cuidado com o overselling [ser vendedor em demasia, na tradução livre], com excesso de adjetivos, o que pode contar como ponto negativo.”, diz Basaglia.

Fonte: Veja